Há muito tempo que queríamos visitar a Skeleton Coast, na Namíbia, onde as dunas do deserto do Namibe encontram as águas do oceano Atlântico. No verão de 2022, lá fomos nós.
Foi uma viagem inesquecível!
Um país enorme, lindo e com uma vida selvagem imensa. Vimos muita coisa, mas ficou muito por ver. Gostávamos de voltar.
Como gostamos de “andar à vontade”, alugámos uma viatura 4×4 em Windhoek, com todo o equipamento de campismo a bordo, e lá fomos nós.
Para quem gosta dos “bichinhos” é um sítio a não perder. Vimos uma centena de espécies (que conseguimos identificar) entre mamíferos, répteis e passarada a perder de conta!
Para a Minu, não foi assim tão divertido… não tinha onde comer “chicken nuggets”. Uma tragédia!!
































A Namíbia é um país imenso, pelo que há que ter em atenção as distâncias e o tempo de viagem necessário entre os diversos locais.
Pela nossa experiência, a dificuldade é escolher onde ir. Mas, também é difícil errar. Isto é, há tanta coisa bonita para apreciar que, é quase certo que, seja qual for o percurso, não ficamos desiludidos.
A partir de Windhoek, iniciámos viagem em direção ao Parque Nacional de Etosha, um dos mais antigos parques de África. Não desiludiu! Podemos viajar tranquilamente no nosso carro pelo parque sem obrigatoriedade de ir com um guia ou em excursão. Mas essa opção está disponível.
O parque nacional tem horário de abertura e fecho, pelo que optámos por ficar alojados no campismo já no interior do parque para maior liberdade de movimento. Ficámos 3 noites em Atosha. Entrámos no parque pela entrada mais a Este – Namutoni, onde ficámos uma noite – e atravessamos o parque até a entrada de Okaukuejo. Vimos imensas espécies, não faltando as girafas, zebras, elefantes, rinocerontes (duas espécies) gazelas, orix, eland (nem conhecíamos a sua existência!), chita e, já na madrugada da nossa partida, os tão ansiados leões !! Se tivéssemos pernoitado fora do parque, dificilmente os veríamos. Valeu a pena!
De “barriga cheia” iniciámos viagem até a zona litoral de Walvis Bay, onde as dunas do deserto do Namibe encontram as águas do Atlântico, a famosa Skeleton Coast. São mais de 600 kms, pelo que pernoitámos uma noite na zona de Brandberg (a meio caminho). Lindo! E mesmo ao chegar ao nosso acampamento, uma manada de elefantes do deserto, com uma cria e tudo!
Já a caminho de Walvis Bay, fomos até Cape Cross, local de desembarque de Diogo Cão em 1485, que alberga uma enorme colónia com milhares de focas! Atenção ao cheiro intenso…
Em Walvis Bay optámos por fazer uma saída com um operador turístico para fazer uma viagem de barco e outra pelo deserto até Sandwich Harbour, onde as enormes dunas são banhadas pelo oceano Atlântico. Apesar de uma valente tempestade de areia que apanhámos, valeu bem a pena! Além dos flamingos, pelicanos, vimos raposa, orix, gazela do deserto, avestruz e terminou com um lanchinho com ostras e espumante .
O próximo destino era o parque nacional Namib-Naukluft. Ficámos uma noite na zona de Naukluft. É uma zona de montanha, com pequenas lagoas e foi por aí que vimos a zebra do deserto e o damão-do-cabo .
Já em Sesriem, é preciso percorrer 60 km até o parque de estacionamento de Sossusvlei. Daí até Deadvlei são mais 5 km em duna. É uma paisagem única! E, apesar de estar no deserto, ainda apanhámos água com alguns flamingos num lago que se forma na altura das chuvas.
Antes da viagem de regresso a Windhoek, ainda fomos ver o desfiladeiro de Sesriem, mesmo ao lado do parque campismo. Recomendamos fazer o regresso pela passagem de Spreetshoogte. Tem uma vista espectacular!
No total, foram 13 dias, 12 noites. O que ficou por ver? A faixa de Caprivi, a ponta noroeste do país; o desfiladeiro Fish River (2º maior do mundo); Lüderitz (onde é possível avistar pinguins)…






